PESSOAS SINGULARES

Famílias endividadas

Escrito por WebMaster ligado .

Endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Europa. Num relatório do Banco de Portugal (BdP) divulgado esta terça-feira, a instituição alerta para a ameaça à banca do crédito mal parado, em constante subida em Portugal.

Ainda segundo o documento do BdP o endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Europa.

O Banco de Portugal (BdP) considera que os bancos portugueses enfrentam um conjunto de riscos especialmente intensos devido à recessão que afecta o país. O relatório de Estabilidade Financeira, publicado esta tarde, destaca a subida esperada do crédito mal parado que pode pressionar a solvabilidade do sistema bancário.

O BdP estima que o crédito mal parado assuma uma dimensão superior à de recessões do passado. Uma consequência da quebra da actividade económica que vai implicar um maior risco de crédito.

As empresas, actualmente com níveis de endividamento recorde, vão ter mais dificuldade em cumprir os contratos assumidos com a banca. O BdP estima ainda que o incumprimento aumente 10 por cento este ano, face a 2008.

O endividamento

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Parar o  endividamento Quando as dívidas são muitas, a entrega da casa ao banco não resolve o problema, não há perspetivas de a situação financeira se alterar a curto prazo nem existem mais bens para penhorar, só resta ao devedor pedir a declaração de insolvência.

Este processo só pode ser requerido junto do tribunal requisitando os serviços de um advogado. Caso não tenha meios económicos para contratar um advogado, poderá recorrer ao Apoio Judiciário junto dos serviços de atendimento da Segurança Social.

Um processo de insolvência pode evitar que uma pessoa sobre-endividada fique para sempre com dívidas que não consegue pagar e recuperar financeiramente. Mas tenha em atenção que esta solução não é fácil! É um processo muito complexo, onde todos os seus bens serão apreendidos, será privado da administração dos mesmos e a sua independência financeira ficará fortemente condicionada.

Casos de vida

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"Ganhavam acima da média, tinham património e hábitos dispendiosos. A crise obrigou-os a abdicar de uma vida confortável. Têm vergonha do presente, medo do futuro e saudades do passado com dinheiro.

Carlos Figueiredo construía casas e vendia-as. Depois, deixou de as conseguir vender. Agora, deve cinco milhões de euros. Tirou os filhos do colégio privado e desfez-se da vivenda onde moravam há mais de 13 anos. José António Soares geria uma multinacional em Portugal. A crise levou-lhe o emprego e as poupanças, investidas no falido BPP. Filipa Guimarães era grande repórter de televisão.

Ficou sem palco. Aos 39 anos, voltou a viver da mesada dos pais. José Morgado Henriques é sócio de uma empresa que já foi ícone, mas teve de declarar insolvência. É no armazém da centenária Papelaria Fernandes que hoje tenta, euro a euro, sair de uma crise que não poupou as classes mais altas."

Artigo do Jornal Público, da Jornalista Raquel Almeida Correia - "Crise: a vida deles era topo de gama e agora cada euro conta"