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Juncker: “Vamos aplicar o Pacto de Estabilidade com coração e inteligência”

Escrito por Vanda Jacob ligado .

Presidente da Comissão Europeia diz que lamenta a vitória do Brexit no referendo britânico e que continuará a “lutar por uma Europa unida até ao fim”.

 

Quando se aproxima a decisão de Bruxelas sobre sanções a Portugal e Espanha, Jean-Claude Juncker disse esta terça-feira que não se pode voltar ao tempo da austeridade, garantindo que o Pacto de Estabilidade e Crescimento é para respeitar, mas afastando ao mesmo tempo a ideia de penalização

 

“Vamos aplicar o Pacto de Estabilidade com coração e inteligência”, afirmou o presidente da Comissão Europeia durante um discurso, esta manhã, no Parlamento Europeu.

 

Sobre as questões sociais levantadas face ao Brexit, Juncker referiu que a “Europa social vai encontrar um lugar nobre” no futuro, assegurando ainda que irá continuar a combater o euroceticismo.

 

“Não estou cansado, nem fatigado. Continuarei a lutar por uma Europa unida até ao fim”, declarou o líder do executivo comunitário, após alguns rumores da imprensa sobre o seu estado de saúde.

 

“Não sou um robô, uma máquina; sou humano, sou europeu e acho tenho que tenho o direito a dizer que lamento o resultado do referendo britânico”, insistiu.

 

Recorde-se que uma porta-voz da Comissão Europeia disse esta segunda-feira ao Expresso que o colégio de comissários só voltará a discutir eventuais sanções para Portugal e Espanha no início no próximo mês. Segundo o jornal “Le Monde”, Bruxelas estará a equacionar aplicar sanções aos dois países ibéricos na sequência de terem falhado as metas do défice.

 

Fonte: Expresso

Brexit: Parlamento Europeu quer "aplicação imediata" do mecanismo de saída

Escrito por Vanda Jacob ligado .

Aprovação da resolução conjunta foi feita por larga maioria.

 

Brexit: Parlamento Europeu quer

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje por larga maioria uma resolução conjunta de três grupos políticos em que se pede a “aplicação imediata” do processo de retirada do Reino Unido da União Europeia (UE).

 

A aprovação da resolução conjunta dos grupos políticos do PPE (que integra os eurodeputados do PSD e CDS), S&D (onde estão os do PS) e ALDE (que inclui o eleito pelo MPT) seguiu-se a um debate sobre o referendo que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’).

 

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o 'Brexit' (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira passada.

 

Logo na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão, com efeitos em Outubro, e os líderes da UE defenderam uma saída rápida do Reino Unido.

 

Fonte: Economico

Osborne antecipa aumento de impostos e cortes na despesa já este ano

Escrito por Vanda Jacob ligado .

O ministro das Finanças diz que o Reino Unido está a "ajustar-se à vida fora da UE que, do ponto de vista económico, não vai ser tão promissora quanto a vida dentro da UE".

O ministro das Finanças do Reino Unido admite que o Governo terá de aumentar os impostos e cortar a despesa ainda este ano para estabilizar as finanças públicas, depois de os eleitores terem escolhido sair da União Europeia no referendo da passada quinta-feira.

 

Numa entrevista à BBC, George Osborne disse que essa decisão vai tornar o país mais pobre e obrigar o Reino Unido a lidar com as consequências económicas e com as novas divisões sociais.

 

"Precisamos de um plano, enquanto país, para nos livrarmos disto, respeitando ao mesmo tempo o veredicto do povo britânico. Isso significa estabilidade financeira, pôr um fim à incerteza económica e dar unidade à nossa sociedade", afirmou Osborne.

 

O governante já descartou a possibilidade de suceder ao primeiro-ministro David Cameron que disse, na sexta-feira, que iria abrir caminho para um novo líder do Partido Conservador, depois de ter ficado no lado perdedor de um referendo que ele próprio convocou.

 

Osborne recusou-se a esclarecer se aconselhou Cameron contra a realização do referendo e confessou ser a pessoa errada para unificar o partido Conservador, embora acredite que outro apoiante da adesão à UE o possa fazer.

 

"Não estou a apoiar nenhum candidato neste momento. Eu estava totalmente empenhado na argumentação pela permanência na UE e, uma vez que metade do meu partido queria deixar a UE, não acho que sou a pessoa certa para unir o partido neste momento", admitiu.

 

Antes do referendo, Osborne adiantou que o Reino Unido precisaria de um orçamento de emergência para impor austeridade adicional se o país decidisse abandonar a União Europeia.

 

Na terça-feira, questionado sobre se as novas medidas orçamentais incluiriam aumentos de impostos e cortes na despesa, Osborne respondeu: "Sim, absolutamente".

 

"Estamos a ajustar-nos à vida fora da UE que, do ponto de vista económico, não vai ser tão promissora quanto a vida dentro da UE", concluiu.

 

Fonte: Jornal de Negocios