PESSOAS SINGULARES

Erros a evitar

Escrito por WebMaster ligado .

O processo de endividamento tem o seu início quando se recorre a empréstimos para complementar compromissos assumidos e as despesas básicas. Muitos cidadãos são vítimas dos mesmos erros no que toca ao dinheiro. Reconhecer e eliminar estes erros é o primeiro passo para a independência financeira.

O dinheiro é uma parte essencial da vida moderna. No entanto, precisamos dar-lhe o seu devido lugar e não deve ser o nosso único objectivo pois é um meio para um fim, e não um fim em si. Se  dedicar sua vida inteira para juntar dinheiro, vai perder a sua vida e tudo o que esta tem para  oferecer. No outro extremo, se  ignorar o mínimo de prudência financeira pode ficar numa situação de endividamento activo, e perder a qulidade de vida.

Não acredite que as coisas serão melhores amanhã em actuar..em regra, quando as coisas começam ou estão mal não vão melhorar pois, o incumprimento, obriga ao pagamento de juros, penalidades etc. que não permite a retoma e regularização do crédito em situação normais de rendimentos constantes.

 

O endividamento

Escrito por webmaster ligado .

Quando as dívidas são muitas, a entrega da casa ao banco não resolve o problema, não há perspetivas de a situação financeira se alterar a curto prazo nem existem mais bens para penhorar, só resta ao devedor pedir a declaração de insolvência.

Este processo só pode ser requerido junto do tribunal requisitando os serviços de um advogado. Caso não tenha meios económicos para contratar um advogado, poderá recorrer ao Apoio Judiciário junto dos serviços de atendimento da Segurança Social.

Um processo de insolvência pode evitar que uma pessoa sobre-endividada fique para sempre com dívidas que não consegue pagar e recuperar financeiramente. Mas tenha em atenção que esta solução não é fácil! É um processo muito complexo, onde todos os seus bens serão apreendidos, será privado da administração dos mesmos e a sua independência financeira ficará fortemente condicionada.

 

Casos de vida

Escrito por WebMaster ligado .

"Ganhavam acima da média, tinham património e hábitos dispendiosos. A crise obrigou-os a abdicar de uma vida confortável. Têm vergonha do presente, medo do futuro e saudades do passado com dinheiro.

José António Soares geria uma multinacional em Portugal. A crise levou-lhe o emprego e as poupanças, investidas no falido BPP.

Carlos Figueiredo construía casas e vendia-as. Depois, deixou de as conseguir vender. Agora, deve cinco milhões de euros. Tirou os filhos do colégio privado e desfez-se da vivenda onde moravam há mais de 13 anos.

José Morgado Henriques é sócio de uma empresa que já foi ícone, mas teve de declarar insolvência. É no armazém da centenária Papelaria Fernandes que hoje tenta, euro a euro, sair de uma crise que não poupou as classes mais altas."

Filipa Guimarães era grande repórter de televisão. Ficou sem palco. Aos 39 anos, voltou a viver da mesada dos pais. 

São histórias de um país que enfrenta período de grande fragilidades económicas. Um país onde uns são mais afectados do que outros, mas todos temem. Temem palavras como "desemprego", "cortes salariais", "impostos", "endividamento", "austeridade". Mais protegidas pelo património, mas também mais expostas pelos investimentos e dívidas elevados, as pessoas com rendimentos acima da média viram-se obrigadas a descer à terra e a abdicar de um modo de vida herdado ou conquistado. A recessão faz-se sentir nos seus bolsos, mas também deixa marcas profundas na vida familiar, nos sonhos e na forma como se olham, todos os dias, ao espelho."