DEFESA DO CONSUMIDOR

Agiotas e Usura

De acordo com a wikipedia, Agiotas são agentes que vivem da exploração financeira e destroem o ambiente em que actuam. Vivem da práticas constantes de ganhar dinheiro burlando a lei livremente, num ganha pão, que executam automaticamente.  Os malifícios provocados por esta prática tem levado inúmeras pessoas e empresas aos desesperos e falências.

O certo é que, se pesquisar pela palavra “agiotas” no Google, surgem diversos anúncios de empresa financeiras…incluindo algumas bem conhecidas. “Surgem, na coluna da direita como publicidade patrocinada pelas referidas enpresas…

No fundo estas empresas acabam por ter o seu quê de agiotagem. Sabem que as pessoas recorrem aos “préstimos” dos agiotas para pagar outras dividas, , comprar viaturas, fazer negócios entre outros e, sendo que não tem possibilidades de recorrer a uma instituição credível, arriscam-se a ficar em maus lençóis por incumprimento de prazos e muitas vezes a agressões e ameaças físicas

A par da agiotagem, também a usura é punida por Lei.

A partir de Janeiro 2010, nenhum banco poderá cobrar mais que 8% num crédito em ALD para um automóvel novo, não mais de 19,6% se pedir um crédito para férias ou 32,8% no seu cartão de crédito ou em qualquer empréstimo directo, por telefone ou Internet.

Estes são alguns dos valores máximos ontem fixados pelo Banco de Portugal, que divulgou as taxas médias e máximas (um terço acima da média) para todos os contratos de crédito ao consumo, a praticar no primeiro trimestre de 2010. Quem ultrapassar os máximos agora fixados nos novos contratos, incorre no crime de usura.

Com estes novos máximos fixados, o negócio que, à partida, parece ficar mais limitado para o futuro é o da locação financeira ou ALD para carros usados e ainda o crédito automóvel com reserva de propriedade também para usados: no primeiro caso a taxa máxima é de 10,3% e no segundo de 16,1%.

Com a divulgação dos valores relativos ao trimestre anterior, fica a conhecer-se que a taxa de juro média para os créditos pessoais (férias, viagens, electrodomésticos) foi de 14,7%, créditos estes que corresponderam a 45,6% dos empréstimos ao consumo concedidos pelas 59 instituições de crédito que reportaram dados ao Banco de Portugal.

Sobre esta matéria assume relevância a leitura da divulgação do Banco de Portugal das taxas máximas no crédito aos consumidores.

Se precisar de ajuda ou tiver outras dúvidas ou preocupações, não hesite em contactar-nos.

Comments   

+5 #1 Guest 2011-02-02 21:10
Boa noite, estou completamente desesperada. Fiz emprestimos para familiares que nunca pagaram. Eu paguei até poder, depois tive um acidente de viação e fiquei desempregada. As dividas acumularam...já fui burlada em quase 5000€. Agora estou a viver no desespero e prestes a ficar sem a minha casa que pago ao banco. Enfim, estou de rastos e preciso de ajuda.