Obter Ajuda

Escrito por WebMaster. Publicado em DESTAQUES

Em alturas de crise, as prestações do carro, da mobília ou do cartão de crédito, são as primeiras a deixar de ser pagas, originando que as instituições financeiras lesadas (por vezes com métodos pouco ortodoxos e nem sempre pautadas pelo respeito pelo cidadão, consumidor e cliente), encetem esforços no sentido de recuperar os seus investimentos.

Frequentemente, os consumidores por desconhecimento da lei, não sabem que o não pagamento dos “pequenos” créditos pode levar a perderem a casa. Desta forma torna-se claro que não é mantendo o crédito habitação em dia que asseguram a manutenção da casa no seu património. Uma verdade é absoluta, acumular dívidas é sinónimo de dor de problemas. Quando se tem consciência que as está as finanças estão desequilibradas, a primeira coisa a fazer é actuar. Sozinho ou com ajuda.

 Pode tentar negociar melhores condições de pagamento ou aquelas que se adaptem à sua situação. Todavia, nos dias de hoje, o poder de negociação e a sensibilidade dos credores para o efeito, não permite grande espaço de manobra. Negociar sim, mas assumindo a divida e com os juros., apenas se dilatam prazos de pagamento.

Se não conseguir e entrar em incumprimento, o seu nome passa a constar da  Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) é uma base de dados, gerida pelo Banco de Portugal, com informação prestada pelas entidades participantes (instituições que concedem crédito) sobre os créditos concedidos aos seus clientes e também sobre as responsabilidades de crédito potenciais que representem compromissos irrevogáveis. A CRC tem como principal objectivo apoiar as entidades participantes na avaliação do risco da concessão de crédito. Para o efeito, estas entidades acedem à informação agregada das responsabilidades de crédito de cada cliente no conjunto do sistema financeiro. A informação sobre responsabilidades de crédito pode ser utilizada para efeitos de supervisão das instituições de crédito e sociedades financeiras, análise da estabilidade do sistema financeiro, realização de operações de política monetária e de crédito intradiário e compilação de estatísticas. Para informação mais detalhada, consulte o Caderno nº 5 do Banco de Portugal.

Tendo o nome da central de riscos não se consegue ou é difícil consolidar ou reestruturar credito. Sendo que, só se deve negociar ou reestruturar quando se tem consciência que se consegue pagar a prestação e as obrigações assumidas.

Nesta fase, Não vale a pena, por exemplo, estar a renegociar prestações sabendo que mesmo assim vai ser impossível pagar devido à sua situação ( x: desempregado, menos rendimentos etc..)

Uma vez em incumprimento, começam a surgir os telefonemas e cartas de interpelação a pedirem os valores em mora, concretizando ameaças de acções judiciais para cobrança da divida.

Aqui, toma-se uma de duas decisões: Se o rendimento disponível será gasto em bens essenciais para uma vida condigna  ou se é aplicado no pagamento das prestações…sendo o ordenado sempre insuficiente para ambas as coisas.

No caso de optar pela segunda das soluções, os credores vão acalmar mas a estrutura familiar começa a padecer de sofrimento psíquico, conflitos familiares e stress. Situações que assumem promoções graves, pois pode haver dinheiro…mas se não existir suporte familiar a sua vida desmoronasse.

Se optar por não pagar e manter uma vida condigna (para muitos difícil de concretizar), o facto de deixar de pagar aos credores pode trazer problemas futuros. É possível que a fase de incumprimento dure algum tempo até que,  mas cedo ou mais tarde irá ter o ordenado, a casa, o carro será penhorado, por uma das entidades que lhe concedeu crédito.

O momento para procurar ajuda não é quando se encontra em incumprimento mas quando tem consciência que está ou vai ficar impossibilitado de cumprir. A lei tem soluções legais que permitem ás empresas e às pessoas singulares recuperarem-se economicamente e familiarmente. Por exemplo, com planos de pagamentos ou perdão das dividas.

Mas existem prazos e condições que devem ser cumpridas e o facto de manter uma situação de incumprimento não abona a favor do devedor. Importante: Uma vez verificada a impossibilidade de cumprir, deve procurar ajuda.

O primeiro passo é  procurar ajuda junto de entidades reconhecidas  e credíveis. Entre essas entidades, a APOIARE  ajuda as pessoas endividadas de forma gratuita ou moderada, através de consultas, mediação ou concretização de solução tendo em vista permitir que as pessoas reequilibrem a sua vida. Mas atenção, na sua busca de ajuda, vão surgir empresas, que proliferam na internet, a oferecer serviços e soluções milagrosas com e sem recursos a advogados, cobrando-lhe dinheiro para actuarem (negociação de dividas, etc).

Deve sempre afastar-se dessas soluções e, sempre que possível, procurar entidades ue o podem ajudar sem cobrar ou enriquecer à sua custa. Uma pessoa endividada está frágil, sendo fácil aceitar soluções milagrosas que mais tarde verifica, que poderia ter conseguido sem pagar 1000,00 € a 4.000,00 € a empresas e entidades de intermediação e angariação.

Existem soluções extrajudiciais e legais que permitem às pessoas, face à insuficiência de rendimentos, pagar todos os credores e os elevados encargos cobrados que acabam aumentando muito o valor da dívida. A nossa experiência diz-nos que, no fundo, o que a generalidade das pessoas endividadas procuram é um plano conjunto de pagamento, compatível com os rendimentos existentes. Este objectivo pode ser concretizado através de planos de pagamentos (extra judiciais e judiciais) ou, nos casos das pessoas que não conseguem nem dispõem de rendimentos para fazer planos de pagamentos (porque as suas responsabilidades básicas são elevadas e iguais ou superiores aos rendimentos obtidos), a lei consagra o regime jurídico da exoneração do passivo restante que permite às pessoas singulares o perdão total das dividas passados cinco anos, e cumpridos determinados requisitos.

A única questão é: qual o melhor caminho a seguir para o seu caso? Qual a opção a tomar para manter a dignidade da sua vida e do agregado familiar.

Se tem esta dúvida, precisa do aconselhamento de técnicos qualificados. A APOIARE, apoia as pessoas com problemas de endividamento, dando consultas gratuitas  de aconselhamento financeiro, procurando a melhor solução para os seus associados e se necessário, acompanhá-lo junto de  técnicos qualificados que vão resolver os seus problemas, sem colidir ou lesar os seus direitos e interesses.

Se precisar de ajuda ou tiver outras dúvidas ou preocupações, não hesite em contactar-nos.