PESSOAS SINGULARES

Famílias endividadas

Escrito por WebMaster ligado .

Endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Europa. Num relatório do Banco de Portugal (BdP) divulgado esta terça-feira, a instituição alerta para a ameaça à banca do crédito mal parado, em constante subida em Portugal.

Ainda segundo o documento do BdP o endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Europa.

O Banco de Portugal (BdP) considera que os bancos portugueses enfrentam um conjunto de riscos especialmente intensos devido à recessão que afecta o país. O relatório de Estabilidade Financeira, publicado esta tarde, destaca a subida esperada do crédito mal parado que pode pressionar a solvabilidade do sistema bancário.

O BdP estima que o crédito mal parado assuma uma dimensão superior à de recessões do passado. Uma consequência da quebra da actividade económica que vai implicar um maior risco de crédito.

As empresas, actualmente com níveis de endividamento recorde, vão ter mais dificuldade em cumprir os contratos assumidos com a banca. O BdP estima ainda que o incumprimento aumente 10 por cento este ano, face a 2008.

Quanto aos particulares, é o desemprego que vai contribuir para a subida do crédito mal parado.

No final do ano passado, o endividamento das familias representava mais de 135 por cento do rendimento disponível. No caso da compra de casa, representava 100 por cento, o segundo valor mais elevado da Zona Euro, só superado pela Holanda.

Ainda assim, este cenário não deverá pôr em causa a estabilidade financeira mas cria grandes pressões sobre a rendibilidade e solvabilidade do sistema bancário português, que assim está perante riscos especialmente intensos.

Os bancos estão também com dificuldade em encontrar financiamento nos mercados financeiros, apesar da subida dos depósitos e das garantias do Estado para emitir dívida.

O relatório sublinha ainda que a banca poderá assim ter de reforçar os capitais e aceitar o Estado como accionista, tal como prevê o programa de recapitalizaçao criado pelo Governo, no valor de quatro mil milhões de euros.

Cláudia Henriques, TSF - Maio de 2009.

 

 

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