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Bolsa nacional avança 2,5% com ganhos das energéticas

Escrito por Vanda Jacob ligado .

Praça nacional acompanha recuperação europeia após duas sessões que “roubaram” mais de 3 biliões de euros às bolsas mundiais. Mercados confiantes na acção dos bancos centrais.

 

Bolsa nacional avança 2,5% com ganhos das energéticas

O dia de hoje está a ser marcado pela recuperação das bolsas europeias, das ‘commodities’ e da libra após os dois dias de quedas que se seguiram ao voto favorável ao Brexit. A bolsa nacional não é excepção, com o PSI 20 a recuperar do mínimo histórico de 4.260,13 pontos a que terminou a última sessão. O índice de referência da bolsa lisboeta valoriza 2,5%, para os 4.368,05 pontos, com 17 dos seus 18 títulos com sinal positivo.

 

O ritmo dos ganhos em Lisboa está a ser ditado sobretudo pelos títulos das energéticas. As acções da EDP são a principal referência positiva, com uma aceleração de 3,78%, enquanto a participada EDP renováveis ganha 2,44%. Já a Galp vê os seus títulos valorizarem 1,17%, num dia em que as cotações do petróleo também se apreciam. O barril de ‘brent’ transaccionado em Londres está a cotar nos 48,37 dólares, 2,52% acima do fecho de ontem.

 

O Montepio é o único título do PSI 20 em perdas: -1,57%.

 

Entre as maiores subidas, destaque também para as acções do sector financeiro, com os títulos do BCP a somarem 6,29%, enquanto os do BPI sobem 0,92%. Contudo, a Pharol é a cotada do índice que mais ganhos regista: 11,96%, num movimento de recuperação após o tombo sofrido após o pedido de protecção de credores da Oi.

 

Entre os principais índices europeus, os ganhos variam entre a subida de 2,13% do DAX germânico e de 2,62% do índice francês CAC. Já o britânico FTSE 10 aceleram 2,49. As acções europeias recuperam após dois dias que retiraram mais de 3,2 biliões de euros de valor ao mercado global de acções. Os investidores estão agora de olhos voltados para os bancos centrais, com os futuros para os “Fed funds” a indicar que existe uma probabilidade de 20% da Reserva Federal  irá cortar as taxas de juro em Fevereiro, enquanto 9% antecipam uma subida. Antes do referendo no Reino Unido havia uma perspectiva nula no sentido de uma redução, enquanto 52% antecipavam uma subida.

 

“As acções estão a recuperar na expectativa de que haja uma intervenção coordenada por parte dos bancos centrais”, afirmou John Plassard, trader especializado em acções do Mirabaud Securites, em Genebra. “Aquilo que os bancos centrais podem fazer é introduzir confiança no mercado dizendo a todos que estão aqui e preparados para agir. Se não tivermos este tipo de suporte, assistiremos a mais quedas”, acrescentou o ‘trader’.

 

Fonte: Economico